Sexta-feira, 23.01.09

No quotidiano de Pangala... (J.E.Tendeiro)

No quotidiano de Pangala, a tensão imperava.

Frustrações e ansiedades de um futuro incerto acumulavam-se numa mescla que, frequentemente, explodiam não de modo tão radical como esta encenação "para o retrato".

 

 

 

 

O Dr. Luciano, sempre preocupado com os "seus homens", como terapia, resolveu ensinar-nos rugby, mas as idas à enfermaria depois de cada lição depressa o convenceram que aquele não era o melhor caminho para descarregar tensões

 

 

 

 

 

O futebol passou então a ser o desporto de eleição e faziam-se renhidas partidas. O sargento Resende (ao lado da baliza) foi, muita vezes. o contestado árbitro que apitava de fora do campo.

 

 

 

 

 

No campo de vólei -- frente à "casa do comando" --também se disputavam "grandes partidas" e, por vezes, tínhamos "excelsa" participação.

 

Eram momentos de descontracção que travavam os nossos pensamentos mais íntimos, que aquietavam fantasas e quantas vezes nos davam uma noite mais tranquila.

 

J.E. Tendeiro (Reflexões)

 

publicado por gatobranco às 14:26 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 08.01.09

As obras continuam (J. Eduardo Tendeiro)

 

 

  Vinte dias depois da nossa chegada, há já um princípio do que viria a ser o nosso acampamento de PANGALA.

Nesta foto, para além do amontoado de tijolos, notam-se já os alicerces da "casa dos sargentos"e à esquerda, por detrás das instalações provisórias do Lino, está delineada uma caserna, creio que a do primeiro pelotão.

De salientar ainda a diversidade de "abrigos" dos militares, um verdadeiro exercício de imaginação

À direita está a palmeira que sobreviveu a todas as obras e remodelações que ocorreram

 

 

 

 

Mais uma foto (Já velhinha e a acusar a idade) das obras de construção do nosso acampamento de Pangala.

É a saída norte para Buela.

Em primeiro plano uma grande quantidade de "matéria prima" recolhida nas sanzalas mais próximas.

 

 

 

´   À esquerda é já visível o buraco que viria a ser o ninho para a metralhadora pesada apontada a norte.

Podemos constatar a área já limpa, fruto de muito trabalho de todos os que tinham um pouco de tempo disponível e  que de livre vontade ajudavam o pelotão escalado para esse serviço.

Todos trabalhavam, dando seu melhor.

Ao fim de cada dia contemplava-se a obra a crescer: mais uns centímetros de parede, mais umas árvores cortadas e transformadas em barrotes para as coberturas dos alojamentos, mais um atrelado com tijolos recolhidos ao fim da tarde, garantia de que as obras não parariam no dia seguinte por falta de materiais.

Quando se iniciou a construção do travejamento dos telhados para a aplicação das chapas de zinco que, entretanto tinham chegado do Comando do Batalhão um novo ânimo nasceu. As chuvas que anunciavam a sua chegada não nos encontrariam desprotegidos

                                    

 

A foto documenta um momento dos trabalhos de cobertura da "Casa dos Sargentos",  com os exteriores concluída em Outubro de 62.

"Mobiliário" e outros "luxos", nasceram ao sabor das circunstâncias.

Mas quando se inaugurou e se desmontou a tenda da enfermaria em que se tinha vivido precariamente, foi mesmo uma festa.

 

 

A alegria era patente e bem documentada pela foto acima inserida.

Nesse dia, certamente, todos dormimos melhor.

Outros menos bons nos esperavam.

Fim

 

 

publicado por gatobranco às 12:09 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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