Segunda-feira, 31.08.09

Princípio.....Meio.......FIM

 

 

 

 

 Provavelmente não somos nós que nos debruçamos naquela amurada, mas os sentimentos são, certamente, os mesmos: incerteza, receio... quebra de todos os sonhos dos nossos vinte anos

 

 

 

Entre Cuimba e Buela, num ponto tão pequeno que nem consta do mapa, vivemos a nossa guerra.

Foi em PANGALA , em plena zona de infiltração da UPA, que construímos a nossa sobrevivência. Foi aí que acolhemos e chorámos os que generosamente deram a vida por uma causa ambígua 

 

 

 

 

 

 

O Vera Cruz! O regresso. Símbolo do fim de dois anos da nossa vida que gostaríamos de esquecer.

Alguma vez seremos capazes?

 

 

Fotos: "Guerra Colonial" Diário de Notícias 

 

Selecção e textos de J. Eduardo Tendeiro (Agosto/2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por gatobranco às 18:40 | link do post | comentar
Terça-feira, 25.08.09

Página inicial de cce306.no.sapo.pt

 

 

(Considerando as dificuldades de acesso à Página da CCE306, entendemos publicar aqui a primeira página daquele documento. Tem algumas falhas. Contamos convosco para as completar)

 

 

Destacados para a Zona de Intervenção Norte, ZIN, numa viagem de quatro dias, que as nossas Memórias relatarão em páginas próprias, cerca das dez horas da manhã do dia 18 de Junho de 1962, com mil e trinta e cinco quilómetros percorridos, com sol já escaldante, no desvio para Buela que vínhamos trilhando há muito tempo, a primeira viatura da coluna parou frente à casa que nos servia de referência. Parcialmente oculta  pelo capim que submergia os jipes, desprovida de portas e janelas, não parecia querer dar-nos as boas vindas.
Enquanto as viaturas se acumulavam trilhando algum capim, o pelotão da frente fez um reconhecimento rápido e os outros montaram uma duvidosa segurança às viaturas.
Em resultado do reconhecimento, soube-se que a casa era recuperável e que nas traseiras havia um poço seco.
Ao longo do resto do dia todos se empenharam na tarefa de capinar. As ferramentas eram poucas para tantos braços voluntariosos
Os últimos raios de sol mostraram um espaço aberto razoável onde era possível dispor viaturas em segurança e criar espaços para pernoita do pessoal exausto.
Foi naquele espaço permanentemente melhorado que CCE 306 sobreviveu, por vezes com requintes inimagináveis a milhares de quilómetros da civilização. O engenho humano é inesgotável.
No dia da rendição,(…/…./….) que tardava, muitos de nós, numa última mirada, subjacente ao desejo imenso de sair dali, sentíamos que pedaços de cada um ficavam para sempre preso àqueles adobes, às chapas de zinco que nos abrigaram, às longas antenas dos rádios — os nossos ouvidos e a nossa voz— que tanto tinham custado a içar.
Para sempre, lá longe, em S. Salvador do Congo, ficavam também, jazendo o David, o Barriguinhas, o Carvalho  e o Monteirinho, vitimados pela primeira mina que atingiu as tropas da nossa Companhia.
 
Numa viagem menos atribulada regressámos a Luanda onde as condições de sobrevivência eram reconfortantes a despeito das escoltas para que a nossa Companhia era escalada. Era terreno desconhecido, facto que potenciava o perigo. Os reforços e o serviço à rede não preocupavam ninguém.
 
Meses depois (12/01/64) a Companhia pôs-se de novo em movimento. Pelo sorriso que se espalhava pelo rosto de todos, era visível o contentamento que reinava nas fileiras. Íamos para Cabo Ledo, ao sul do rio Cuanza, fazer a segurança das instalações petrolíferas de uma exploração da Petrangol e em plena reserva de caça da Kiçama fazer a ocupação territorial de um espaço equivalente a talvez metade de Portugal Continental…
Com instalações permanentes montadas sobre uma falésia, com energia eléctrica fornecida pela Petrangol, com quilómetros de praia ao nosso dispor, muitas das feridas trazidas do Norte, foram ali lambidas e curadas. Outras, as mais graves, nem o tempo as curas. Morrerão connosco.
A Companhia de Caçadores Especiais nº 306 regressou a Luanda em 8 de Junho daquele ano, embarcando para a metrópole  no dia 22 de Junho de 1964.
Desembarcámos em Lisboa no dia um de Julho.
Os longos abraços de despedida trocados nesse dia, não se extinguiram.
 
É com saudade que frequentemente nos interrogamos:
“Que é feito do……? E do…. E daquele, como é que se chamava?.....
 
Contactem-nos:
Ângelo Ribau                   angeloribau@sapo.pt
J. Eduardo Tendeiro         j.e.tendeiro@sapo.pt
Marques Alves                  jamalves@iol.pt
Mário Miranda                  mi1ra@hotmail.com
Renato C. Pereira             renatocp@sapo.pt
publicado por gatobranco às 15:53 | link do post | comentar
Sábado, 15.08.09

TININHA

 

 
( … )
 
 
Naquele tempo de pouco trabalho, em Luanda – só fazia reforços de quando em vez – habitava num dos apartamentos do terceiro andar do edifício da Paris.
No trezentos e vinte morava uma jovem família constituída pelo casal e por um filho de talvez nove ou dez anos.
Num dia em que subira ao terraço, no quinto andar, para fazer umas fotografias de experiência de luminosidade, encontrei lá a D.Albertina, Tininha para os amigos, que pendurava roupa que carregara numa bacia de esmalte. O filho deambulava pelo terraço e acercou-se de mim, atraído pela máquina fotográfica.
“ O meu pai também tira retratos, mas a máquina dele é mais pequena” – eu estava a fazer ensaios com uma Reflex. – “ Que estás a fazer” – questionou.
Expliquei-lhe que procedia a ensaios, tive que lhe descrever o que era um ensaio até a mãe intervir:
“Deixa o senhor, não vês que o estás a maçar?”
Insurgi-me delicadamente e pedi-lhe autorização para fotografar a criança. Anuiu com um encolher de ombros.
Enquanto o fotografava, reparou na minha farda amarela e quis saber:
“És tropa”?
Concordei, mudei de ângulo e prossegui com o meu trabalho.
“Andas na guerra”?
“Andei”
“Estiveste lá no Norte?”
“Estive” – começava a não gostar do interrogatório, tanto mais que notava sinais de perturbação emocional na criança, mas ele voltava à carga:
“Davas muitos tiros?”
“Quando era preciso”… – respondi reticente e preocupado.
Registei uma última pose e dispus-me a bater em retirada mas ele não desarmou e com voz embargada, muito próxima do falsete, inquiriu:
“Mataste muitos pretos”?
A intervenção da mãe poupou-me o ónus da resposta:
“Desculpe-o!” – e para o filho, estendendo-lhe a bacia vazia – “toma e vai chamar o elevador”.
Vendo-o afastar-se, D. Tininha renovou as desculpas e justificou:
“ É que nós tivemos que fugir da nossa fazenda debaixo de fogo de terroristas negros. O ódio dele pelos negros vem daí…. Desculpe-o sim?" – A mão dela no meu braço tremia violentamente.
 
(…)
 
In “D5LA” de J.E.Navarro
 
publicado por gatobranco às 14:34 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 03.08.09

N A B A R R A C A

 

 

 

                                             NA BARRACA
 
 
Tinha passado o tempo de Cabo Ledo, e o tempo da Muxima. O fim aproximava-se. Agora íamos regressar ao Grafanil.
A Cidade Grande parecia chamar por nós, e nós respondemos à chamada e um dia lá regressámos. Estava tudo no sítio. Só Luanda tinha aumentado muito, tanto na Cidade do Asfalto, como na dos musseques.
O ruído da cidade contrastava com a calma donde vínhamos. Mesmo assim era agradável, e nós na casa dos vinte anos, aproveitávamos o tempo e o dinheiro de que dispúnhamos.
A Cervejaria Biker, era o lugar habitual onde se bebia cerveja, agora acompanhada de pedacinhos de dobradinha cozinhada com muito gindungo, que era servido num pires, com um palito que substituía o garfo:
- Um por cada caneca! Os coiratos tinham sido substituídos!
 
Havia melhor. Nas cervejarias da Ilha era por cada caneca servido um prato de gambas, mas custava vinte angolares. Era muito dinheiro para alguns de nós!
 
O tempo passava, parecia agora com mais velocidade. Mas, nunca mais era sábado, como nós dizíamos (o que queríamos dizer é que nunca mais chegava o dia do embarque de regresso).
Ainda por cima o nosso pelotão (somos um pelotão de sorte) … foi destacado para render outro que fazia a segurança a um pelotão de engenharia, que construía uma ponte sobre um rio, a leste de Catete, na zona da Barraca. Era só uma semana…
Lá pensei eu numa semana a comer ração de combate! Felizmente não. Estava lá estacionada uma cozinha de campanha do pelotão de engenharia que faria as refeições para todo o pessoal! Só tínhamos de levar a marmita para a comida, cantil para a água, a colher, o garfo, e um cozinheiro para o serviço! Ah! E os panos de tenda para montar as tendas, se quiséssemos ter onde nos abrigar.
Lá fomos, auto-transportados nas nossas viaturas. Era perto, cerca de oitenta quilómetros. Chegámos à tarde. O pelotão que substituímos tinha-se retirado de manhã.
                      Miranda à porta do seu "apartamento"
 
Montámos as nossas tendas que ficaram num buraco, abrigadas do eventual fogo directo de inimigo, pois a engenharia tinha cavado aquele local para fazer os muros em volta, mas, no caso de uma granada de morteiro cair ali, era o fim de um pelotão. Enfim, já tinha servido para os outros, serviria também para nós…
Conversámos com os engenheiros que já conheciam o terreno, e nos indicaram como o outro pelotão fazia a segurança. Durante o dia uma secção atravessava o rio e as outras duas ficavam do lado do acampamento.
Quando terminavam os serviços do dia, todos reuniam no acampamento, e aí passavam a noite.
Concordámos.
Enchi o meu colchão insuflável que estava sempre reservado para estas ocasiões e meti-o na tenda, não sem alguma dificuldade, pois a tenda era pequena e tinha de abrigar três indivíduos. Como era dividido em três secções a solução foi atravessa-lo na tenda. Duas das secções ficavam no chão, e a terceira ao alto junto a parede da tenda. Só evitava que as nossas costas ficassem no chão, mas era melhor do que nada…
 
As duas primeiras noites passaram-se menos-mal. Logo de manhã era o café, e a secção destacada avançava para o outro lado do rio, onde ficava até ao almoço. Da parte da tarde avançava outra. O calor na zona onde nos encontrávamos era tórrido. Passado o meio da tarde a única solução era arranjar um ramo com folhas, para sacudir os moscardos, que, mesmo através do fato de combate nos ferravam nas costas, chegando a provocar sangue. O maqueiro teve nessa ocasião muito serviço a desinfectar essas feridas, com álcool, operação que só se podia realizar perto da noite, quando a temperatura baixava e os moscardos desapareciam.
 
Na terceira noite choveu. Pela noite velha quando a chuva intensificou, demos por nós com os pés todos molhados. Sentámo-nos no colchão evitando uma molha completa.
Já havia soldados enfiando o poncho tentando evitar uma molha ainda maior.
De repente um grande trovão ribomba por aquele negrume, rompendo aquelas nuvens. A chuva parou. O céu começou a clarear. Fez-se madrugada. Todo o pessoal se levantou. Havia qualquer coisa a mexer-se no chão. Cuidado!
Acendi a lanterna de mão e todos ficámos boquiabertos.
Eram às centenas, talvez milhares de tartarugas/cágados bébés, que apareciam de debaixo do chão, e se dirigiam arrastando-se em direcção ao rio. Para caminhar tínhamos de os afastar com a bota para não os esmagarmos.
Nunca tínhamos visto semelhante espectáculo ao natural. Somente no cinema!
Nesse dia, para atravessar o rio para a outra margem, tivemos, com a ajuda da engenharia, de montar uma ponte com cordas, agarrados às quais fazíamos a travessia numa pequena jangada O caudal do rio com a chuva tinha subido desmesuradamente. Na verdade uma ponte fazia muita falta naquele local!
O tempo custava a passar, dado que o único serviço era de segurança, e por uma semana não valia a pena levar um livro sequer!
A máquina fotográfica, essa seguia-me sempre! Lá tirei algumas fotos interessantes, pois mesmo de serviço a própria observação do ambiente, me facultava motivos de interesse.
 
Nesse dia, a roupa secou conforme foi possível. Uns tiravam o casaco, dependuravam-no numa árvore, enquanto sacudiam fervorosamente os moscardos com um ramo verde.
Outros ficavam só com as cuecas e as botas, roupa a secar numa árvore, enquanto com um ramo verde tinham de executar uma espécie de dança, tentando fugir as ferroadas dos moscardos.
Vida malvada, e nós por ali só pensando no regresso, o que dificultava a passagem do tempo.
Como estarão os meus filhos. O mais novo já falará?
Felizmente tem os avós que os acarinham.
Agora recordo um problema que ouve com o registo do filho mais novo e que um meu irmão me contou numa carta que recebi há dias.
O Avô materno foi para regista-lo no Registo Civil em Ílhavo. Não conseguiu. Só o pai o poderia registar…
- O pai está na guerra em Angola. Não pode vir! Nem assim com a verdade conseguiu!
Desiludido regressou a casa e contou à filha o sucedido. Esta contou ao meu pai. Havia prazos a cumprir!
O meu pai, que conhecia o funcionário de Registo Civil foi no dia seguinte à Conservatória:
- Oh Senhor Augusto, o meu compadre veio cá ontem para registar o nosso neto, e o Senhor não o quis registar: Que se passa?
- O senhor sabe que só os pais podem registar os filhos…
- O Senhor sabe onde está o meu filho? Anda na guerra em Angola. Vá lá busca-lo, já que só ele pode registar o meu neto…
O tom de voz do meu pai, as mãos calosas agarradas ao balcão, não previa nada de bom!
 
- Oh Manel, tem calma, diz um de dois gafanhões que acabados de chegar, aguardavam ser atendidos e ouviram a conversa. O assunto tem de se resolver.
 
- Nós sabemos o que se passa. O Senhor Augusto tem de registar o menino. Conhecemos os pais, e os avós. Não vemos razão para o não fazer, porque então nós dois servimos de testemunhas em como o senhor não quis regista-lo, e o caso muda de figura!
 
O Senhor Augusto, olha-os de lado, pega nuns papéis e decidiu-se:
- Vamos lá a isto. Preencheu os papéis, com o nome, sobrenome e apelido, deu-os a assinar ao meu pai e às testemunhas, e o meu filho ficou registado.
 
O Senhor Augusto era um homem sociável, mesmo simpático, de cor preta. Estaria afectado pela cor da pele, e ligaria isso ao lugar onde me encontro? Creio que não. Mas…
 
 
                    Passagem do rio            
                 
     
 
 
                          O acampamento
 
A semana passou, e, finalmente recebemos ordens: -iríamos para Catete. Não era nada que se comparasse com Luanda, mas o Pelotão ficaria sozinho, sob as ordens do Alferes. A experiência da Muxima tinha sido boa. Só que aqui não há reserva de caça, como lá, em contrapartida há muito mais população civil fixa e muito mais passantes.
A estrada que atravessa Catete segue para leste e mais à frente bifurca para o norte para Maquela do Zombo e para sul para Nova Lisboa. A que segue para leste vai para a zona do algodão.
As inspecções às viaturas, especialmente de noite obrigar-nos-hão a muito mais trabalham.
Ansiamos por deixar estes malvados moscardos. Falta pouco para os vermos pelas costas.
 
 
 
 A.Ribau Teixeira  "Memórias"
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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